De Fátima para Coimbra. Como estamos no período das férias, nada das famosas festanças de repúblicas estudantis na cidade da mais antiga universidade portuguesa (século XIII). E claro que lá fomos nós para a lendária universidade. Vimos a Torre da Faculdade de Direito e a famosa biblioteca joanina, fundada no século XVIII.
Aproveitamos para comer o tradicional e delicioso leitão à bairrada e visitamos o parque à beira do rio Mondego, onde Pedro ia encontrar Inês às escondidas. Coimbra lembra muito as cidades históricas mineiras, mas carrega um ar mais melancólico, triste. Terra
de reis portugueses, a cidade parece não possuir mais a imponência de outros tempos. Para mim, mais do que os aspectos históricos em si, o que mais chamava a atenção era reconhecer alguns lugares que foram descritos por Eça de Queiroz na sua obra-prima “Os Maias” (e que, claro, aparecem também na minissérie da Globo).
Coimbra parece, ao longo de seus vários séculos, ganhar vida com a presença de seus estudantes. Sem eles, é uma cidade pacata e sem muitas belezas naturais. Mas vale a pena conhecer pelo peso da tradição e da história que se respira a cada esquina.

Pátio da Universidade de Coimbra